
Não quero secar as tuas lágrimas, não resta piedade em mim para isso.
Não quero pronunciar teu nome, palavra opaca, gasta e indecisa.
Não quero a superfície líquida de teus olhos de cavalo velho.
Ninguém te amou mais do que eu, no entanto, tu permaneces distante:
Esfinge de papelaria
Destroço de navio
Sol de inverno.
Não quero a graça musical do teu sorriso,
(Para mim bastam as notas dissonantes da tua existência)
Notas capazes de erigir o caos e apodrecer a beleza das crianças.

Um comentário:
Puta que pareeeeeooo, caraleo!!! Fodástico!!!
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