quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Capricórnio

Outono Marítimo, brisa da costa
Saindo do mar seu verdor radia
A marcha sem trote, o bálsamo forte
Livre de ciência e da teologia

É vida térrea que se funde
Ao mar horizontal, barro e sal
Ao olhos nus até se confunde
A Quilha com seu próprio pontal

Draconiano Peixe-Cabra
Em veneta maciota, aporta divino
Ao surgir teimoso, cêntuplamente viçoso
Carne do segredo e do refino

Com pragmática letalidade
Se arranca do peito jovial
Mas deixa patas e caudas
Na deprimência natural

Vinde veloz, com os cornos à frente
A colisão faz da vida nova semente
O brado crescente, o saber profundo
Teu passar é o mistério do mundo.

Da amiga Danny.

Nenhum comentário: