Capricórnio
Outono Marítimo, brisa da costa
Saindo do mar seu verdor radia
A marcha sem trote, o bálsamo forte
Livre de ciência e da teologia
É vida térrea que se funde
Ao mar horizontal, barro e sal
Ao olhos nus até se confunde
A Quilha com seu próprio pontal
Draconiano Peixe-Cabra
Em veneta maciota, aporta divino
Ao surgir teimoso, cêntuplamente viçoso
Carne do segredo e do refino
Com pragmática letalidade
Se arranca do peito jovial
Mas deixa patas e caudas
Na deprimência natural
Vinde veloz, com os cornos à frente
A colisão faz da vida nova semente
O brado crescente, o saber profundo
Teu passar é o mistério do mundo.
Da amiga Danny.
libera nos, Domine
Há 10 anos

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