Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo. Adélia Prado
O que acho do amor? Em suma, não acho nada. Bem gostaria de saber o que é, mas, estando em seu interior, vejo-o em existência, não em essência. Aquilo que quero conhecer ( o amor) é a matéria mesma que uso para falar ( o discurso amoroso). A reflexão me é decerto permitida, mas, como essa reflexão é imediatamente apanhada na roda-viva das imagens, nunca redunda em refleixividade: excluído da lógica ( que supõe linguagens exteriores umas às outras), não posso pretender bem pensar. Assim, mesmo que eu discorresse sobre o amor ao longo de todo um ano, poderia apenas esperar apanhar lhe o conceito "pelo rabo": por flashes, fórmulas, surpresas de expressão, através do grande fluxo do Imaginário, estou no lugar errado do amor, que é seu deslumbrante: "O lugar mais escuro, diz um provérbio chinês, é sempre debaixo da lâmpada". Fragmentos de um discurso amoroso, Barthes
Um comentário:
hehehehehe...
eu quase comprei um sapato vermelho no sábado, mas fiquei com um cinza ^^
Postar um comentário