sábado, 22 de agosto de 2009

the devil wears prada

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

oceano pacífico?


...e enquanto tua presença fez brotar o oceano da terra seca, tua ausência é o oceano vago e sem sentido, oceano sem criador, pagão e sozinho.

domingo, 16 de agosto de 2009

Literatura para iniciantes

Como todos sabem, a vida de celebridade exige um bom conhecimento das grandes obras literárias, e uma pessoa sem leitura dificilmente chega às capas de revistas e sites de fofocas. Veja 4 famosas que escolheram seu livro favorito, dentre uma série de clássicos da literatura mundial:


Paris Hilton, cantora e atriz
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski


"O que eu gosto no livro é justamente esse conflito, essa dualidade entre o crime e o castigo. Eu também tive problemas pessoais com a lei, que me fizeram viver o mesmo drama do personagem, enfrentar o dilema entre o castigo e o crime. É como duas faces de uma mesma moeda."



Nicole Richie, celebridade

O estrangeiro, de Albert Camus



"Estou lendo esse livro pro meu filho. A médica disse que é bom a mãe ler pro filho que está na barriga e tal, é tipo uma demonstração de amor... enfim, pra estabelecer uma certa ligação com o feto etc.Mas só estou lendo porque ela mandou, na verdade não estou prestando atenção na história. Só sei que é sobre um estrangeiro."


Dakota Fanning, atriz
Em busca do tempo perdido (7 volumes), de Marcel Proust



"Os primeiros dois volumes eu achei meio bobos, mas depois a narrativa fica mais densa (risos). Gosto quando ele relembra o passado, e dos ecos que essa digressão temporal tem no fluxo do romance. Eu me identifico muito com o protagonista, ele mora numa casa grande e eu também, e atrás da casa dele tem um jardim com árvore, na minha também, só que no meu jardim tem uma piscina com água mineral e tobogã. Minha mãe não queria comprar o tobogã mas eu falei que o dinheiro era meu e aí ela comprou (risos)."



Amy Winehouse, cantora
O vermelho e o negro, de Stendhal
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"Olha eu não li nenhum desses livros e nem vou ler, mas gosto de vermelho e gosto de negro (risos), não tenho preconceito (risos)."

sábado, 15 de agosto de 2009

kinsey- vamos falar sobre sexo?



Que tal quebrar mais alguns tabus sobre sexo?
Afinal, moralismos são só convenções tidas como verdade e você não é uma convenção, não é?

domingo, 9 de agosto de 2009

Erro




Não é erro dormir quando o sol nasce
Não é erro arrancar asas de borboleta
Para usá-las como sombrinhas.

Não é erro assustar cães e homens
Bater em crianças e oferecê-las em sacrifício
O sangue, o leite são só o começo
Não há erro no leite azedo
Não há erro no sangue do assassinato



Não há erro
Em todas essas outras coisas que nem são ainda.

_ Só teu sorriso como anúncio de outro desastre.

sábado, 8 de agosto de 2009

Universidade: universo de quem?



Paradoxo em que consiste o estudante: durante os anos que passam isolados em universidade e escolas superiores, os rapazes e moças vivem numa situação superficial, metade como reclusos previlegiados e metade como irresponsáveis perigosos. Junte a isso a aglomeração extraordinária nos centros de estudo e outras circunstâncias bem conhecidas que operam como fatores de segregação: seres reais num mundo irreal(...) A universidade é, ao mesmo tempo, o objeto e a condição da crítica juvenil. O objeto da crítica, porque é uma instituição que segrega os jovens da vida coletiva e que, assim, nesta segregação antecipa, de certo modo, sua futura alienação: os jovens descobrem que a sociedade moderna fragmenta e separa os homens. O sistema não pode, em razão de sua própria natureza, criar uma verdadeira comunidade. (Octavio Paz, O labirinto da solidão)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Portão da minha casa


Era um portão velho, porém de aspecto não repulsivo. Dias atrás eu e minha mãe havíamos repintado sua origem branca, resgatando seu tempo de glória de portão recém instalado para proteger a casa. Os estranhos e os olhares curiosos temiam a brutalidade branca e rígida do portão. Suas pontas, em direção ao céu, como lanças, indicavam que sua valentia se estendia até ao grande azul. O portão fora soldado ao cimento do muro e, à noite, muro e portão discutiam peripécias do ofício. Certo tarde, o céu adquiriu tons de cinza, seguido por um vento mal-humorado e intrometido. Derrubou os vasos de plantas e assustou os gatos da vizinhança. De repente, um estrondo. Um trovão? Com tal intensidade teria sido perto de casa? O trovão fora de um som metálico. Meu pai abre a porta, uma luz clareia a tempestade, um carro embrenhado nas entranhas do portão. O pára-choque encravado nas grades brancas, agora descascadas pelo impacto da batida, revela a cor primitiva do portão. Dos braços arrancados, resta apenas um, ainda soldado ao muro.

Era o fim


Era o fim, os argumentos estavam mortos, dissolvidos cruelmente em um copo de leite com chocolate. Você me pergunta: __ Qual é seu problema? Eu abaixo a cabeça, olho para os lados, sou covarde, não respondo. Ela insiste: __ Eu não entendo você. Continuo em silêncio, olhando para os lados. Lá fora chove, chove muito, sempre à tarde para acordar os defuntos de suas covas de monotonia. Ela começa a andar pelo apartamento com o copo de leite com chocolate nas mãos, eu continuo sentado, imóvel, doente das emoções.

Deus?


Desde criança eu temia Deus, as religiões dizem que devemos amá-lo, mas eu nunca amei Deus, eu o temia. Em meus sonhos infantis ele era sempre uma figura assustadora a cobrar-me fé. Tinha pesadelos com Deus que me faziam acordar assustada no meio da noite. De toda a família, aparentemente, eu era a única herege. A criança sem Deus da casa. Não por rebeldia, mas a religião sempre me foi algo estranho e incômodo. Ir à igrejas, ajoelhar, ingerir uma massa de pão embebida em vinho com a idéia de que aquilo era o corpo e o sangue de Cristo, isso era tão esquisito, ingerir sangue de alguém. Eu era criança, não gostava de vinho e pensava “O sangue de Deus é forte, não tem sabor agradável”, “Meus joelhos doem nessa tábua de madeira”, “A massa da hóstia gruda no céu da boca e incomoda”, “Por que Deus dói tanto?”. Deus, em meus nove anos, ficava reduzido às palavras complexas que eu ouvia da boca dos padres. Eu não gostava de padres, eles tinham cheiro de coisas velhas e falavam de um modo amável que não me agradava. Certa noite, em orações, que para mim pareciam mais códigos do que fé, pedi que Deus se manifestasse para mim, que me provasse sua existência, o resultado foi outro pesadelo. Nunca sonhei com o diabo, embora sempre falassem dele, ele não me amendrotava, afinal ele não exigia nada de mim, Deus não, estava lá, todo tempo, nas histórias que minha vó contava, nos latidos dos cachorros à noite, nos cantos escuros da casa velha, debaixo da minha cama, com seu grande olho que tudo vê, sempre a me exigir fé. Deus me perseguia até no banheiro e, em pensamento, me perguntava se Deus me acusava por não ter lavado direito os pés ou por ter não conseguido decorar o credo. Isso me deixava triste e a idéia de Deus me doía no peito. Com o tempo, graças à idade, não fui mais obrigada a ir à igreja por meus pais e, aos poucos, lentamente, como o andar de uma lagarta, Deus foi se distanciando e pude respirar com tranqüilidade, sem culpa de não crer.

domingo, 2 de agosto de 2009

Vamos comer Caetano




Essa música da Adriana retrata exatamente o que tenho sentido em relação às músicas de Caetano Veloso!



Vamos Comer Caetano

Composição: Adriana Calcanhoto

Vamos comer Caetano
Vamos desfrutá-lo
Vamos comer Caetano
Vamos começá-lo

Vamos comer Caetano
Vamos devorá-lo
Degluti-lo, mastigá-lo
Vamos lamber a língua

Nós queremos bacalhau
A gente quer sardinha
O homem do pau-brasil
O homem da Paulinha
Pelado por bacantes
Num espetáculo
Banquete-ê-mo-nos
Ordem e orgia
Na super bacanal
Carne e carnaval

Pelo óbvio
Pelo incesto
Vamos comer Caetano
Pela frente
Pelo verso
Vamos comê-lo cru

Vamos comer Caetano
Vamos começá-lo
Vamos comer Caetano
Vamos revelarmo-nus