
A mãe não vem, o menino não dorme.
O amor do menino dói entre as farpas do travesseiro.
O elástico, estático sobre o criado-mudo espelha
Os olhos do menino
A mãe não vêm, o menino não dorme.
O menino levanta, pega o elástico ainda não revelado
Estica, puxa, os dedos pequenos têm força
O amor do menino estica nas proporções do elástico.
A mãe não vêm, o menino não dorme.
O elástico revela sua grandiosidade, contorcendo-se dolorosamente para atender ao desejo de expansão do menino.
Sua fibra resiste com bravura ao movimento dos dedos inocentes e furiosos.
A mãe não vêm, o menino não dorme.
O elástico não rebenta e sofre o amor da noite toda.

2 comentários:
o menino deixa escapar o elástico cuja ponta lhe acerta o olho.
O menino, cego, chora.
=]
muito belo.
como vc é mau hahahaahaha
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