sábado, 11 de julho de 2009

Lynch, Polanski e o E.T






Acabei de assistir "Eraserhead" do David Lynch e a imagem daquele "bebê" ( na verdade parece mais o E.T do Spiellberg quando bebê) fica me perseguindo. Apesar da maioria classificar como horrível a pequena criaturinha de cabeça melada e grande, eu senti compaixão por aquele bebê durante a maior parte do filme. Ele era horrível, mas era um bebê. Pensei em outro bebê, também horrível, ou melhor demoníaco, para ser mais condizente com o filme "O bebê de Rosemary" do Roman Polanski. Aliás, um dos meus filmes preferidos dele, por sinal. Todos esses "bebês" são horríveis, mas não deixam de inspirar uma certa compaixão, talvez afeto por eles, pelos simples fato de serem bebês. Podem ser até monstrinhos de cem olhos, famintos e repulsivos, mas só pelo fato de serem bebês parece que se tornam menos culpados de sua repugnância.

Um comentário:

Márcio Bergamini disse...

Há um estudo inglês que diz que bebês, de qualquer espécie que sejam, causam sempre comoção no homem adulto. Em computador, eles criaram bebês de espécies inexistentes, feios, mas encantadores.
Eu nao gosto de bebês humanos.
Bom te ver por aqui.

=]